Soneto de Camões

Luís de Camões (1) e o soneto de amor mais belo (e realista e inquietante) da língua portuguesa:

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Escrito por Alberto Guzik às 12h13

(1) Luis de Camões. (Lisboa, 1524/1580 ). Considerado por muitos o maior poeta da língua portuguesa, além dos sonetos, escreveu o épico “Os Lusíadas”.

De um fã

alguém que não quis deixar o nome deixou este comentário sobre meu trabalho nos satyros:
“[fã]
Ator pleno, como é bom te ver em cena!!! Ontem, em “Inocência”, não acreditei quando te vi nu. Pensei, cá com os meus botões: “o Guzik encontrou a plenitude”. Os Satyros te iluminaram. Parabéns por este sucesso todo!!

26/11/2006 14:45″

Fiquei muito grato e feliz com as palavras do meu “fã”. Que bom que tem gente que gosta do meu trabalho. Eu me dou por inteiro ao que faço. E sei que o sucesso não é meu, é de Inocência como um todo. Se estou pleno, é porque estou em um espeáculo pleno. Aliás precisaria escrever mais sobre o que Inocência tem significado em minha vida. Raras vezes vivi uma experiência tão intensa quanto essa de fazer parte do elenco de um espetáculo que exige o tempo todo cooperação, espírito de equipe. Inocência está sendo um aprendizado para todos nós, tenho certeza disso. Evóé!

Escrito por Alberto Guzik às 13h25

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode se interessar