ano novo

Não gosto das festas de fim de ano. Me deprimem. Um dia tenho de escrever mais sobre isso. Espírito natalino, essas coisas, enfeites, luzes: olho e fico meio triste, meio sem jeito, meio estrangeiro no planeta. Parem o mundo, etc e tal. Mas tem gente que consegue falar dessas coisas com uma alma tão grande que nos contamina. Recebi um cartão de fim de ano com esse trecho do poema de Drummond (1) que certamente li, do qual nem lembrava mais, mas que vale reproduzir:
“Para ganhar um ano novo / que mereça este nome, / você meu caro, tem de merecê-lo / tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, / mas tente, experimente, consciente. / É dentro de você que o ano novo / cochila e espera desde sempre”.
Sábio Drummond. Ainda é cedo pra desejar Feliz Ano Novo pras pessoas, mas já fica desejado, se é que isso é possível, um feliz ano novo. Quem dera!

Escrito por Alberto Guzik às 09h49

(1) Carlos Drummond de Andrade ( 1902/1987). Poeta brasileiro, talvez o maior.

 

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