Satyrianas

“Não sei o que dizer, estou pasma”, diz a Hérmia de Shakespeare em “Sonho de uma Noite de Verão” ao fim de uma cena da peça. Eu digo o mesmo para as Satyrianas 2006: “Não sei o que dizer, estou pasmo”. Não tive como participar de tudo, desta vez, por exemplo, passei o bastão do apresentador do Show de Boate para meu amado Ivam Cabral. Mas mesmo o que não fiz e não vi pulsava no que fiz e no que vi, de “Inocência” arrebatando as pessoas até a comovente homenagem a Fernando Peixoto (1) , um mestre. Passando, claro, pelo delicioso e louco Uroborus (2), onde vi coisas inacreditáveis. Uma festa que me comoveu quase até as lágrimas quando vi Rodolfo, megafone em punho, à meia-noite de domingo, dizer para cerca de 300 pessoas que lotavam a rua na frente do teatro: “Provamos que os artistas de teatro podem se unir, podem ser amigos, não preciam combater uns aos outros”. Pensei naquela hora que está se criando uma rede de teatros independentes em São Paulo que ainda vai dar o que falar. Ainda hoje, dois dias depois, estou emocionado. Leiam os blogs do Ivam (http://terrasdecabral.zip.net) e do Rodolfo (http://olhossempreabertos.zip.net) pra saberem mais sobre o que foram essas incríveis 77 horas (o horário de verão nos roubou uma hora). Algo que marcou a cidade, podem ter certeza.

Escrito por Alberto Guzik às 11h06

(1) Fernando Peixoto Teatropédia
(2) Uroboros

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