Uma Apresentação Muito Pessoal

Terminei faz pouco o livro “Cia de Teatro Os Satyros: Um Palco Visceral”, que a Imprensa Oficial deve publicar em breve. Aqui vai (em quatro partes!) a apresentação que escrevi para o livro.
No momento em que escrevo estas linhas completo uma convivência íntima e diária de dois anos e nove meses com a Cia. de Teatro Os Satyros. Foi em janeiro de 2004 que seus fundadores, Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, me convidaram para integrar o elenco da trupe, que eles formaram em São Paulo, em 1989. Depois de um afastamento que durou a breve eternidade de 36 anos, eu havia voltado a trabalhar como ator em setembro de 2003, na produção O Horário de Visita, belíssimo drama do muito talentoso Sérgio Roveri. Ivam assistiu a um ensaio aberto do espetáculo, e sua opinião certamente generosa sobre as minhas reemergentes possibilidades como ator deve ter pesado na decisão de Rodolfo, que no finzinho daquele ano disparou um telefonema para minha casa e me chamou para conversar.
Marcamos uma conversa. Quando saí daquele encontro, em dezembro, realizado num fim de tarde na sala da Praça Roosevelt, n.º 214, eu era mais um integrante de um gigantesco elenco que atuaria em Kaspar. E estava informado de que iniciaríamos os ensaios no dia 15 de janeiro de 2004.
Vale anotar que por uma dessas coincidências do destino, se é que coincidências existem, naquele tempo morávamos, Rodolfo, Ivam e eu, no mesmo prédio, numa rua no bairro de Cerqueira César, não muito distante do teatro. A vizinhança de quase três anos não trouxe consigo uma amizade afoita ou bisbilhoteira. Poucas vezes nos víamos, fora do teatro, que eu freqüentava por prazer e por dever de ofício, já que então era crítico do Jornal da Tarde, jornal ainda hoje circulante, não sendo mais que uma saudosa e melancólica memória do que foi um dia: exemplo de jornalismo atuante, corajoso, ousado, criador de tendências.
Ainda que Rodolfo, Ivam e eu não fossemos de grandes intimidades, nossa vizinhança era agradável, uma convivência de gente que se admira e se respeita e se quer bem. Depois que iniciei meu processo de retorno à arena da interpretação e comecei a ensaiar O Horário de Visita, algumas vezes, quando nos encontrávamos na garagem ou no elevador, eu brincava: “Ainda vamos trabalhar juntos”. A brincadeira virou coisa séria quando se iniciaram os ensaios de Kaspar, ou A Triste História do Pequeno Rei do Infinito Preso em sua Casca de Noz, a peça do elenco gigantesco. Eram 28 atores em cena.
De lá para cá, os Satyros me proporcionaram um leque de experiências que dificilmente eu encontraria em outra companhia. Participei como ator de quatro produções da trupe: Kaspar e Transex, ambas com textos urgentes, instigantes e radicais de Rodolfo Vázquez, A Vida na Praça Roosevelt, genial painel da vida no centro de São Paulo desenhado pela alemã Dea Loher (que acaba de ter sua obra agraciada com o Prêmio Bertolt Brecht, um dos mais prestigiosos e importantes da Alemanha, hoje), e Joana Evangelista, provocadora obra da libertária e militante Vange Leonel (1). Nesse mesmo período, dirigi, na sala que hoje leva o nome de Espaço dos Satyros 1, O Encontro das Águas e De Alma Lavada, de Sérgio Roveri, produções independentes que não teriam visto a luz dos refletores se não fosse a parceria generosa estabelecida com os Satyros, e O Céu É Cheio dos Uivos, Latidos e Fúria dos Cães da Praça Roosevelt, de Jarbas Capusso, uma produção da companhia.
Além disso, encarregado de dar aulas para o Núcleo Experimental dos Satyros, coordenei as montagens de dois trabalhos dos oficineiros da companhia: R. Taylor, n.º 214, que esteve em cartaz em 2005, e Vestir o Corpo de Espinhos, que entrará brevemente em cena. E também disse presente como ator ou depoente ou mestre de cerimônias em muitos eventos promovidos pelos Satyros: leituras dramáticas, mesas redondas, encontros culturais, e, last but not least, as Satyrianas (2). Coube-me ainda a deliciosa honra de ser o apresentador do Show de Boate, um dos mais transgressivos projetos em curso no seio de uma companhia transgressiva e visceral pela própria natureza. E como as coisas não param de acontecer no teatro da Praça Roosevelt, neste momento participo como co-diretor de uma nova produção da trupe, que será desenhada a quatro mãos, por Ivam Cabral e por mim. Como sempre, a busca da visceralidade e da ousadia nos norteiam, e assim a nova montagem será uma adaptação de Juliette, de Sade, que terá a exuberante e talentosa Patrícia Aguille (3)no papel-título.
O leitor há de perdoar que eu encaminhe este texto para uma memória de meu trajeto pessoal na companhia e elabore uma lista dos trabalhos que realizei lá ou que ainda vou realizar. Acontece que essa relação vem a ser justamente minha credencial para escrever sobre a trupe. Claro que o presente livro não se limitará ao que tenho visto e vivido nesses dois anos e pedra de intensa produção. Os quase 17 anos de vida dos Satyros, evidentemente, serão o objeto do volume. Mas sou forçado a começar do momento presente, elaborando meu depoimento sobre as realizações dos últimos anos, sobre o que venho vendo e vivendo lá.
Quem hoje acompanha a atividade das duas salas administradas pelos Satyros na Praça Roosevelt fica impressionado pela quantidade e qualidade dos trabalhos em cartaz. Apostando em jovens diretores e dramaturgos, em novos atores ou em intérpretes veteranos, buscando talentos em bairros da periferia, a companhia dá uma lição de dinamismo, de vitalidade, de energia, que contrastam espantosamente com o marasmo e a mesmice da programação de tantas outras salas da cidade. Os dois Espaços dos Satyros estão hoje entre os principais bastiões do teatro independente paulistano. Os espetáculos se sucedem de segunda a domingo, em alguns casos com duas ou três produções diversas revezando-se na mesma sala, uma ciranda vertiginosa que atrai um número crescente de espectadores.
Ao mesmo tempo que eu mergulhava na criação de espetáculos e eventos, pude testemunhar a transformação que os Satyros propiciaram ao seu entorno, a combalida e decrépita Praça Roosevelt. Outrora um centro de cinemas de arte e bares e restaurantes elegantes, ela estava, em fins dos anos 90, transformada em reduto de traficantes, pequenos marginais, garotos de programa. Além de uma fauna que incluía transexuais, travestis, prostitutas, mendigos de todo tipo e cidadãos de classe média, que ocupam os vários edifícios residenciais que formam um paredão à esquerda da Igreja da Consolação. Era um lugar que não se podia atravessar à noite sem receio. Desde que ocuparam o n.º 214 da praça, no início do século 21, os Satyros criaram ali um movimento cultural que iluminou a área, tornou-a visível, intensamente freqüentada por artistas, espectadores, jornalistas, intelectuais, escritores. Dos antigos freqüentadores do local, os traficantes se afastaram, e os travestis e transexuais são reconhecidos como habitantes da área, incorporados ao cenário local. A Praça Roosevelt hoje é um exercício de cultura e de democracia, construída dia a dia com grande dificuldade.
Não quero deixar aqui um registro que se limite ao meu pensamento sobre a importância estética, poética e política da Cia. dos Satyros. Creio que o próprio fato de eu haver aceito o convite de Rodolfo e Ivam para atuar em Kaspar e de ter permanecido como um membro intensamente atuante da trupe depois do fim da carreira daquele espetáculo serve como testemunho da importância, da relevância que atribuo ao grupo da Praça Roosevelt. Acho mais proveitoso registrar algo da minha visão do processo de trabalho que se desenvolve lá. Não posso dar conta de todo o espectro de ações dos Satyros e de sua história; isso seria pretensão. Como querer embutir à força no prefácio o assunto do volume todo. Mas creio que será útil, para concluir estas linhas, lançar no papel algumas observações que venho recolhendo sobre o cotidiano do trabalho do grupo.
Uma cena totalmente satyriana me acorre à memória. Novembro ou dezembro de 2005. Data de um evento fixado pela Prefeitura, a Virada Cultural (4), que manteve atividades em vários pontos da cidade durante 24 horas. (É preciso assinalar que os idealizadores dessa Virada certamente se inspiraram nas Satyrianas, projeto que a companhia promove anualmente, nos fim de setembro e começo de outubro, no qual realiza, durante 76 horas ininterruptas, espetáculos, debates, encontros, palestras e performances, que se estendem do crepúsculo de quinta-feira até a meia-noite de domingo, com extraordinária afluência de espectadores.) Os Satyros participaram da Virada Cultural com a apresentação, na madrugada de domingo, de uma performance realizada ao redor do livro O Mistério das Bolas de Gude, do colunista Gilberto Dimenstein (5), da Folha de S. Paulo.
Para essa performance foram reunidos o elenco dos Satyros, um grupo de atores do Centro Cultural do Jardim Pantanal e um trio de cantoras/instrumentistas lindas e talentosas. Tivemos muito pouco tempo para ensaiar a performance. Mas em questão de dias Rodolfo Vázquez alinhavou idéias e criou um projeto que dava conta dos aspectos essenciais do livro. No sábado em que nos apresentamos, nos reunimos no final da tarde para ensaiar O Mistério das Bolas de Gude, depois fizemos sessão da peça com que ainda estamos em cartaz, A Vida na Praça Roosevelt, de Dea Loher, e enfim, à meia-noite, nos encontramos no espaço do Centro Informação Mulher (6), dirigido pela combativa Marta Baião (4), situado do outro lado da Igreja da Consolação, para os retoques finais da performance ao redor do livro de Dimenstein.
A essa altura já sabíamos que o trabalho seria visto pelo público dos Satyros e por mais um punhado de autoridades, entre elas o então prefeito José Serra (8), o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil (9), o subprefeito da Sé, Andréa Matarazzo (10) e outras tantas personalidades. Para o grupo, uma platéia não diferente das outras. O Teatro dos Satyros não é partidário, não segue nenhuma linha de conduta ou de estética determinada por qualquer outra fonte que não seja a cabeça, a sensibilidade dos artistas que o formaram. Unidos os grupos teatrais e as cantoras, partimos para o ensaio final. Embora fossem cerca de 50 pessoas em cena, o deus do teatro nos ajudou e correu tudo bem.
Aconteceu porém que, quando estávamos terminando o ensaio e deveríamos voltar aos Satyros para os últimos preparativos da apresentação, marcada para as duas da madrugada, desabou uma tempestade tropical de notável intensidade. E põe notável nisso. E daí? Cerca de 500 metros separam o CIM dos Satyros. Seria o suficiente para chegarmos no teatro ensopados, desfeitos. E muitos dos atores já estavam com o jeans e a camiseta branca com que iriam entrar em cena. Pânico. Susto. Que fazer? Nem sinal de guarda-chuva. Muito menos daquelas capas de dobrar, que camelôs ventem por um R$1.
Então ouvimos Rodolfo dizer: “Olhem aqui”. Ele havia encontrado uma folha de plástico preto com vários metros de extensão, que Marta Baião usara em um espetáculo. Resultado: em poucos minutos Rodolfo organizou debaixo do plástico preto toda a tropa de atores e músicos, os quase 50 integrantes do trabalho, incluído aí o autor Gilberto Dimenstein. Chovia como se o mundo fosse acabar. Apesar disso, aos poucos, a centopéia de casco de plástico preto saiu do CIM, passou pelo posto da Polícia Militar, ganhou a Rua da Consolação, avançou pela frente da igreja para o interior da Praça Roosevelt e finalmente desembocou na aléia que conduz praticamente à porta dos Satyros. Apesar do temporal, o teatro estava lotado e os bares ao lado também. Quando chegamos ao teatro, milagrosamente secos, o público começou a aplaudir.
Assim são as coisas nos Satyros. Nós nos sentíamos triunfantes por ter conseguido driblar a tempestade. E o público que testemunhou nossa caminhada percebeu que estava presenciando um evento incomum. Tão incomum quanto o próprio espírito do grupo que há 17 anos semeia perplexidades, inquietação, provocações, que transpira arte da forma mais intensa e vital que se pode imaginar.

Naquela aquosa madrugada a performance O Mistério das Bolas de Gude foi um sucesso. Quem sabe pela primeira vez o ex-prefeito e seu séquito viram e ouviram de perto, além da emoção contida nas palavras de Dimenstein e do talento generoso dos meninos do Jardim Pantanal, a dança da travesti Phedra de Córdoba. Membro integrante da companhia, ela foi, por conta dessa apresentação, entrevistada pelo conservador jornal O Estado de S. Paulo. Quem diria, Phedra, diva underground, figura da noite, dançando para o então prefeito Serra e sendo entrevistada pelo Estadão. Penso que só nos Satyros, no Oficina e em alguns outros poucos grupos pela cidade e pelo mundo, algo assim poderia ocorrer. O espírito transgressor faz parte da alma da companhia. Que, se é transgressiva na arte, é batalhadora obsessiva no dia a dia. Nos Satyros, lutamos como feras pela sobrevivência. É dura a manutenção de uma companhia independente. A atividade no escritório é sempre frenética. Não há edital ou projeto de apoio municipal, estadual, federal, ao qual os Satyros não concorram. Isso requer uma mão de obra imensa, comandada sempre pelos incansáveis Ivam e Rodolfo. Apesar dessa guerra insana, na qual se perdem mais batalhas do que se ganham, os Satyros não são um grupo soturno, grave, melancólico. A energia que circula pelas duas salas da Praça Roosevelt é bem outra. Festeira, dançante, vital. Nos Satyros, tudo é motivo para festa. E que festas! Tornam-se lendárias. Só quem já subiu no balcão do bar do teatro durante uma dessas comemorações sabe do que estou falando.
Essa alegria intensa está presente também na criação dos trabalhos da companhia. Desde o início dos ensaios de Kaspar, quando se formou um núcleo estável de atores que se mantém até o presente, percebe-se o espírito de equipe que norteia as realizações do grupo. A liderança de Rodolfo e Ivam é incontestável. Rodolfo é um dos diretores mais conseqüentes e mais talentosos em ação hoje no Brasil. Seu teatro é sempre inteligente, arguto, provocador. Um diretor de rara acessibilidade. Ao contrário de vários de seus colegas, que iniciam o trabalho com uma idéia pronta do espetáculo e da personagem, Rodolfo abre muito espaço para o ator. Aceita sugestões, idéias, incorpora muitas delas ao espetáculo. Mas é também um artista que sabe firmemente aonde quer chegar. E sabe impor seus pontos de vista, não pela autoridade, mas pela lógica, sempre que necessário. Se respeita o ponto de vista do ator, exige que este respeite o trabalho teatral que está em desenvolvimento.
Ivam Cabral é um ator de rara ousadia. Todo o seu processo consiste em jogar com o desafio, com o desconhecido. É um ator camaleão, que se transmuta na personagem, nas personagens inúmeras que vem vivendo nas quase duas décadas de carreira. Ivam se atira na criação sem rede de proteção. O que o instiga em cada criação é a busca de algo que nunca fez antes. O seu jogo em cena também reflete essa disposição. É um ator que incorpora o erro, o esquecimento, a falha humana, ao processo artístico. Se o intérprete tropeça no texto, a personagem imediatamente reage a isso com uma velocidade espantosa. O jogo de Ivam Cabral com a platéia é limpo, aberto, ousado. Um ator que se arrisca, que muitas vezes corre o perigo de perder pé, tão fundo e intenso é seu mergulho no jogo da atuação. A claridade de seu trabalho faz com que a platéia o respeite e admire e ame mesmo quando falha. Sua presença é sempre tão magnética, que as personagens mais variadas ganham em suas mãos um brilho louco e intenso que é único, especificamente cabraliano.
Ao redor do eixo central formado pela dupla de criadores dos Satyros sempre gravita muita gente. Os elencos das peças produzidas pela companhia, os elencos convidados a se apresentar no espaço, um povo que todas as noites transforma aquele pedaço da Praça Roosevelt em um pólo irradiador de vida e cultura. Não é uma convivência simples. A quantidade de problemas a administrar é imensa. Mas o “teatro veloz” caminha. E semeia espetáculos. Muitas das montagens não produzidas pela companhia que se apresentam no Espaço dos Satyros não conseguiriam chegar ao palco sem o apoio dos Satyros.
Este não é um texto crítico e nem se pretende um balanço equilibrado das atividades da trupe. É um depoimento pessoal, subjetivo, emotivo. A convivência leva a isso. Nem sempre a companhia atinge o alvo em suas criações. Há acertos e erros. Há trabalhos que ganham intensa repercussão e outros que não vão além de discretas carreiras. O importante no caso não é computar os sucessos apenas, mas perceber que todas as encenações que se colocam sob os refletores dos Satyros são experiências estéticas que recusam a conformidade, o bom-mocismo, as famigeradas leis de mercado.
Busca-se realizar na praça Roosevelt, como os Satyros buscaram sempre em suas outras sedes, no bairro do Bexiga, nas cidades de Lisboa e Curitiba, um teatro vivo, pulsante. O sucesso é decorrência sempre não da busca de uma popularidade forçada e descabida, mas da sintonia entre a sensibilidade do grupo e os acontecimentos que o circundam. O teatro feito pelos Satyros é uma resposta ao cotidiano. Reflete a vida próxima e remota que faz de nós o que somos. Essa coerência se encontra também nas produções de outros artistas que se apresentam nas salas da companhia. A febre de criação circunda os Satyros. Em abril de 2006 foram três estréias: O Anjo do Pavilhão Cinco, texto de Aimar Labaki (11) produzido pelo ator André Fusko (12), que tem como protagonista Ivam Cabral, Joana Evangelista, de Vange Leonel , produção da trupe, com direção de Ângela Barros (13), e Os Cento e Vinte Dias de Sodoma, a violenta diatribe do marquês de Sade contra a moral burguesa, com adaptação de direção de Rodolfo García Vázquez.
Além disso, A Vida na Praça Roosevelt viaja pelo interior de São Paulo, antes de viajar em maio para a Alemanha, país que também acolherá outra produção do grupo, Vestir o Corpo de Espinhos, que o Núcleo Experimental dos Satyros levará ao festival PlayOff’06, em Gelsenkirchen. E há o projeto do Espaço dos Satyros 3, que ainda neste ano passará a funcionar no Jardim Pantanal, onde a companhia já mantém oficinas que estão rendendo frutíferas parcerias. Há na trupe uma nítida conciência do poder transformador da arte, e ele está sendo exercido a cada dia, a cada noite, a cada ensaio, a cada estréia. Uma estrada árdua, mas revitalizante. E empolgante. Não poderia ser de outra forma no território do teatro visceral.

Escrito por Alberto Guzik às 16h26

(1) Vange Leonel ( São Paulo, 1963). Cantora, compositora, escritora e dramaturga. Autora de “As Sereias da Rive Gauche” ( 2000 – direção de Regina Galdino) e “Joana Evangelista” ( 2006 – Sátiros). Ativista LGBT.

(2) Satyrianas. Teatropédia.

(3) Patrícia Aguille .

(4) Virada Cultural. Evento oficial da cidade de São Paulo, surgido em 2005. Inspirado nas Satyrianas e nas Nuits Blanches parisienses. 24 horas ininterruptas de apresentações artísticas gratuitas.
http://www.viradacultural.org/

(5) Gilberto Dilmenstein ( São Paulo, 1956). Jornalista especializado em questões de cidadania e educação. Fundador do Projeto Aprendiz. ( http://portal.aprendiz.uol.com.br ) e idealizador do site Catraca Livre (http://catracalivre.folha.uol.com.br/ )

(6) Centro Informação Mulher. O CIM – Centro Informação Mulher é uma organização feminista, não–governamental, criada em 1981 para restituir a história/memória da mulher, instrumento de luta contra a dominação/exploração das mulheres. O CIM foi fundado com intuito de se unir as forças feministas e aos movimentos sociais contra o Patriarcalismo/Capitalismo, que se manifesta principalmente nas relações violentas e desiguais, de gênero, classe, raça e etnia, bem como, nas perseguições homofóbicas e lesbofóbicas.
http://www.cimsp.com.br/Home.php

(7) Marta Baião Atriz, ativista feminista, artista plástica/fotógrafa, psicodramatista, mestrado em artes cênicas (ECA/USP), capixaba residente em SP. Diretora das Mal-Amadas Cia de Teatro criado em 1992.

(8) José Serra ( São Paulo, 1942) . Político e economista. Foi Ministro da Saúde e do Planejamento. Prefeito e governador de São Paulo. Foi um sua gestão que foi fundada a SP Escola de Teatro.

(9) Carlos Augusto Calil ( São Paulo, 1951). Professor da ECA-USP, ensaista, cineasta. Organizou a Cinemateca Brasileira junto com Paulo Emílio Salles Gomes (1987). Foi diretor da Embrafilme ( 1979-1986) e Secretário de Cultura da Cidade de São Paulo.(2005- 2012)

(10) Andréa Matarazzo ( São Paulo, 1956). Empresário e político, sobrinho-neto do conde Francesco Matarazzo. Foi Secretário da Cultura do Estado de São Paulo e Secretário da Coordenação das Sub-Prefeituras da Cidade de São Paulo.

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