{"id":255,"date":"2006-11-30T13:28:38","date_gmt":"2006-11-30T13:28:38","guid":{"rendered":"https:\/\/albertoguzik.org.br\/?p=255"},"modified":"2022-05-12T13:32:17","modified_gmt":"2022-05-12T13:32:17","slug":"maiacovski-1-iessienin-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/albertoguzik.org.br\/index.php\/2006\/11\/30\/maiacovski-1-iessienin-2\/","title":{"rendered":"Maiac\u00f3vski (1)\/Iessienin (2)"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, dando uma aula sobre teatro russo e a transi\u00e7\u00e3o de Stanisl\u00e1vski para Meierhold, lembrei dos \u00faltimos versos da &#8220;Ode a Serguei Iessienin&#8221;, que Maiac\u00f3vski escreveu depois do suic\u00eddio de seu amigo, jovem e impetuoso poeta. Eis os versos, lindos, tristes e atuais:<br \/>\n&#8220;Para o j\u00fabilo, o planeta est\u00e1 imaturo.<br \/>\nNesta vida, morrer n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil.<br \/>\nO dif\u00edcil \u00e9 a vida em seu of\u00edcio&#8221;.<br \/>\nA tradu\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, \u00e9 da trinca de concretistas, D\u00e9cio Pignatari (3) e os irm\u00e3os Haroldo (4) e Augusto de Campos(5) .<\/p>\n<p>Escrito por Alberto Guzik \u00e0s 17h22<\/p>\n<p><strong>(1) Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky Bagdadi, 1893<\/strong> \u2013 Moscou 1930) foi um poeta, dramaturgo e te\u00f3rico russo, frequentemente citado como um dos maiores poetas do s\u00e9culo XX. Revolucion\u00e1rio na forma e no conte\u00fado, teve em Meyerhold seu grande parceiro, o encenador de seus textos mais importantes. N\u00e3o resistiu \u00e0 degenara\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Russa e a consequente censura e mesmo persegui\u00e7\u00e3o e morte dos artistas que n\u00e3o se adequaram `as regras impostas pelo governo e pelo partido. Suicidou-se. Sua obra teatral entrou num limbo do qual s\u00f3 sairia com a relativa abertura nos anos 60.<\/p>\n<p><strong>(2) Seguei Alexandrovith Iessenin ( Konstantinovo, 1895\/Lenigrado, 1925)<\/strong>. Poeta russo, campon\u00eas, filho de camponeses, aderiu com todo seu talento e ardor \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Dececpcionado e deprimido, enforcou-se.<\/p>\n<p><strong>(3) D\u00e9cio Pignatari.<\/strong> (Jundiai, 1927\/S\u00e3o Paulo, 2012). Desde os anos 1950, realizava experi\u00eancias com a linguagem po\u00e9tica, incorporando recursos visuais e a fragmenta\u00e7\u00e3o das palavras. Tais aventuras verbais culminariam na Poesia Concreta, movimento est\u00e9tico que fundou junto com Augusto e Haroldo de Campos, com quem editou as revistas Noigandres e Inven\u00e7\u00e3o e publicou a Teoria da Poesia Concreta (1965). Como te\u00f3rico da comunica\u00e7\u00e3o, traduziu obras de Marshall McLuhan e publicou o ensaio Informa\u00e7\u00e3o, Linguagem e Comunica\u00e7\u00e3o (1968). Sua obra po\u00e9tica est\u00e1 reunida em Poesia Pois \u00e9 Poesia (1977). D\u00e9cio Pignatari publicou tradu\u00e7\u00f5es de Dante Alighieri, Goethe e Shakespeare, entre outros, reunidas em Retrato do Amor quando Jovem (1990) e 231 poemas. Publicou se primeiro livro de poesias em 1950 &#8220;Carrossel&#8220;, o volume de contos O Rosto da Mem\u00f3ria (1988) e o romance Panteros (1992), al\u00e9m de uma obra para o teatro, C\u00e9u de Lona. Do grupo concretisma era o de mais s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n<p><strong>(4) Haroldo de Campos<\/strong> ( S\u00e3o Paulo, 1929\/2003). Poeta e tradutor. Um dos fundadores da Poesia Concreta, deixou obra extensa como autor e tradutor \u2013 al\u00e9m de ter influenciado gera\u00e7\u00f5es de poetas e estudiosos da area. Grande agitador, era a face mais vis\u00edvel do grupo, n\u00e3o se furtando a pol\u00eamicas.<\/p>\n<p><strong>(5) Augusto de Campos<\/strong> ( S\u00e3o Paulo, 1931) Poeta, tradutor e ensaista. Formou com D\u00e9cio Pignatari e Haroldo de Campos a sant\u00edssima trindade da vanguarda paulista dos anos 50 e 60. Do trio \u00e9 o mais discreto \u2013 e, talvez, o melhor poeta. Tem parcerias com Caetano Veloso e Arrigo Barnab\u00e9. <a href=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/augustodecampos\/\">http:\/\/www2.uol.com.br\/augustodecampos\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, dando uma aula sobre teatro russo e a transi\u00e7\u00e3o de Stanisl\u00e1vski para Meierhold, lembrei dos \u00faltimos versos da &#8220;Ode a Serguei Iessienin&#8221;, que Maiac\u00f3vski escreveu depois do suic\u00eddio de seu amigo, jovem e impetuoso poeta. Eis os versos, lindos, tristes e atuais: &#8220;Para o j\u00fabilo, o planeta est\u00e1 imaturo. Nesta vida, morrer n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. 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