{"id":244,"date":"2006-11-23T14:57:53","date_gmt":"2006-11-23T14:57:53","guid":{"rendered":"https:\/\/albertoguzik.org.br\/?p=244"},"modified":"2022-01-27T15:00:38","modified_gmt":"2022-01-27T15:00:38","slug":"pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/albertoguzik.org.br\/index.php\/2006\/11\/23\/pessoa\/","title":{"rendered":"Pessoa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fernando Pessoa (1)<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Eu amo tudo o que foi,\/Tudo o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9.\/ A dor que j\u00e1 n\u00e3o me d\u00f3i,\/ A antiga e err\u00f4nea f\u00e9,\/ O ontem que dor deixou,\/ O que deixou alegria\/ S\u00f3 porque foi, e voou\/ E hoje \u00e9 j\u00e1 outro dia. (8-3-1931)<br \/>\nEscrito por Alberto Guzik \u00e0s 08h09<\/p>\n<p>(1) Fernando Pessoa ( Lisboa, 1888\/1935) Poeta, dos maiores da l\u00edngua portuguesa. Como passou parte da inf\u00e2ncia na \u00c1frica do Sul, falava fluentemente o ingl\u00eas. Das 4 obras que publicou em vida, 3 s\u00e3o nesta l\u00edngua. Conhecido por seus heter\u00f4nimos \u2013 mais que outros nomes, outras personalidades, com as quais escrevia poesia com grandes diferen\u00e7as est\u00e9ticas e de vis\u00e3o de mundo entre si.<\/p>\n<p>23\/11\/2006<\/p>\n<p><strong>Ecos do Recife<\/strong><\/p>\n<p>Eis o que a cr\u00edtica (1) do centen\u00e1rio Jornal do Commercio, do Recife, escreveu sobre a &#8220;Vida na Pra\u00e7a Roosevelt&#8221;:<\/p>\n<p><strong>FESTIVAL DE TEATRO II<\/strong><br \/>\n<strong>Personagens fortes e texto impec\u00e1vel s\u00e3o destaque dos Satyros<\/strong><\/p>\n<p>Publicado em 18.11.2006<\/p>\n<p>Segunda pe\u00e7a que os paulistas do Satyros trouxeram para o Festival Recife do Teatro Nacional, A vida na Pra\u00e7a Roosevelt (no Teatro do Parque) levou ao palco algumas das mais belas cenas da nona edi\u00e7\u00e3o do encontro \u2013 o momento em que o travesti Aurora tira a pr\u00f3pria peruca e a coloca na cabe\u00e7a da amiga doente, a secret\u00e1ria Concha, e a entrada em cena do travesti-bailarina que tem um dos p\u00e9s defeituosos s\u00e3o alguns deles.<br \/>\nBaseada no texto da alem\u00e3 Dea Loher, a pe\u00e7a de duas horas e cinco minutos agradou \u00e0queles que se instalaram em um Teatro do Parque onde os morcegos, apesar da climatiza\u00e7\u00e3o e da \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o\u201d, ainda d\u00e3o o ar da da gra\u00e7a em pleno palco. Um pai que procura o filho que s\u00f3 come laranjas, uma m\u00e3e desesperada, as g\u00eameas falsamente ing\u00eanuas, o herdeiro de uma f\u00e1brica de armas e a garota da voz desagrad\u00e1vel que assume um tom sexy quando \u201ccanta\u2019 os n\u00fameros do bingo s\u00e3o alguns dos personagens que habitam o logradouro no centro de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nO diretor Rodolfo Garc\u00eda V\u00e1zquez realizou um bel\u00edssimo trabalho ao encenar essa galeria de gente que vive entre o desespero e alguns resqu\u00edcios de felicidade: ela est\u00e1 na peruca da citada Aurora (o ator Alberto Guzik), na fotografia esmaecida de Foz do Igua\u00e7u, no retrato iluminado de um menino que saiu de casa para n\u00e3o voltar. Muitas vezes, esses personagens, juntos, remetem a um circo estranho, instalado entre o sonho e o pesadelo, como no momento em que o travesti-bailarina, o \u201cmenino\u201d de cara velha que segura seus bal\u00f5es coloridos e o rapaz com o rosto desfigurado pela elefant\u00edase est\u00e3o juntos no palco.<br \/>\nDea Loher, mesmo com seu olho estrangeiro, conseguiu realizar um texto que fala de um Brasil que poderia ser qualquer lugar, onde o submundo nunca \u00e9 totalmente feio. Ou tampouco bonito.<\/p>\n<p>Jornal do Commercio, Recife, 18 de novembro de 2006.<br \/>\nEscrito por Alberto Guzik \u00e0s 14h05<\/p>\n<p>(1) N\u00e3o consegui localizar a autora. N\u00e3o \u00e9 Ivana, com quem j\u00e1 chequei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Pessoa (1) &#8220;Eu amo tudo o que foi,\/Tudo o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9.\/ A dor que j\u00e1 n\u00e3o me d\u00f3i,\/ A antiga e err\u00f4nea f\u00e9,\/ O ontem que dor deixou,\/ O que deixou alegria\/ S\u00f3 porque foi, e voou\/ E hoje \u00e9 j\u00e1 outro dia. 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